segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

ATA - registro da história!

Domingo a tarde, cheguei da reunião do Presbitério de Alta Floresta que neste ano foi na Igreja Presbiteriana de Sinop e durante a reunião, após examinar algumas atas fiquei pensando no valor deste documento oficial que, tantos criticam como uma burocracia da Igreja, mas é tão importante quanto a vida de cada pessoa, principalmente para registrar a história, fatos e decisões qme envolvem aquele concílio.
Também verifiquei ( já há vários anos) a dificuldade de confecção segundo a orientação do Manual de Confecções de Ata Eletrônica (hoje a mais comum com a popularização da informática) que juntamente com o Manual de Atas orientam, tanto quanto a formatação adequada como quanto aos assuntos ali transcritos.
Estou pensando em como viabilizar esta tarefa de forma mais simples para todos os concílios, talvez pela criação de um macro no word que através de um "pré-texto"  por meio de tópico emita a ata final já com a formatação adequada.
Contudo ainda haverá um problema, como registrar alguns assuntos. Deixo aqui uma orientação pensando no Concílio CONSELHO ( ref. a Igreja local):
Na ata registra-se as resoluções tomadas pelo Conselho, não se devendo referir meras sugestões e propostas não-aprovadas, exceto se o proponente assim o requerer e isto lhe for concedido e nem os diálogo até que cheguem a devida resolução, por meio de voto da maioria.
Outra coisa, as ATAS são um documento público de acesso livre aos interessados, especialmente os membros da Igreja. Eu já vi colegas dizendo era secretas, aonde isto ?
E até mesmo a reunião do Conselho, sendo uma das poucas que são privativas em nossa Igreja "Art.72 - As sessões dos Concílios serão abertas e encerradas com oração e, excetuadas as do Conselho; serão públicas, salvo em casos especiais."(CI/IPB), ou seja, as reuniões são reservadas por tratar de diversos assuntos que envolvem também os membros, contudo as decisões são em nome da Igreja e deve ser do conhecimento dela.
Já nos concílios superiores, quando for necessário, poderá ser efetuada uma sessão privatica e interlocutória, neste cada funcionando somente com os membros do concílio e, posteriomente, a decisão será pública pois constará em ata.
Isto não significa que qualquer pessoa possa pegar o livro de atas levar para casa, tirar fotocópias e assim por diante, mas simplesmente que o livro de atas não é secreto, dai o livro de tribunal, que é um livro a parte para quando se houver necessidade, este sim, de caráter reservado e sigiloso, aberto somente aos interessados, pois no mesmo constará fatos que são de caráter privativo!
Toda esta ORGANIZAÇÃO não é "chata" e sim, muito zelosa com o ser humano, a instituição, respeitando sempre, o propósito de Deus para sua igreja e a dignidade do homem criado a sua imagem e semelhança, apesar de seus erros e acertos!

2 comentários:

  1. Tenho uma duvida quanto a essa portagem. As atas do conselho pelo que o sr. afirmou podem ser lidas pelos membros da igreja, pois casos de disciplina são colocados no livro de atas de tribunal. Contudo os casos de disciplinas veladas em caráter sumarisssimo não irão para o livro de atas de tribunal, ainda que vá, a disciplina velada aparece no livro de atas do conselho. Sendo assim como fica o sigilo neste caso?

    ResponderExcluir
  2. Olá Sr. Fernando, PAZ em Jesus - o Cristo!
    Entendo perfeitamente o que mencionou; contudo se for cuidadosamente analisar o nosso C.D. veremos que no processo sumaríssimo o registro dos atos será resumidamente, ou seja, sem expor detalhes (art.101); ou seja, diferente dos outros processos onde registra-se detalhes, inclusive as declarações de testemunhas etc..
    CONTUDO, ao dizer que o registro é publico do livro de Atas, não me refiro a tudo e a todos. No caso da reunião do Conselho onde tenha acontecido um registro de processo sumaríssimo, deve ficar o seu registro o mais restrito possível, ou seja, que o secretário redija semelhante ao que será anunciado a igreja ( no caso das faltas públicas e que assim requeira), ou , com o mínimo de detalhes necessários - somente que entendam o processo disciplinar, especialmente a decisão e não as discussões.
    Sou da opinião que existe coisas na IPB que ainda precisam ser explicadas e aprimoradas, esta é uma. Talvez seria melhor o registro no livro de tribunal; pois ao dizer que "o Conselho registrará em suas atas" não significa necessáriamente no livro de atas das reuniões comuns, mesmo porque trata-se de um processo disciplinar.
    Enfim, o senhor tem plena razão e o zelo e louvável, cabe ao Conselho a sabedoria dos registro e não expor ninguém a uma pena maior do que a aplicada pelo concílio , ou seja, um registro vexatório!
    Um abraço, agradeço a colaboração!
    PAZ

    ResponderExcluir