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segunda-feira, 19 de julho de 2010

SC-2010 - Reflexões de um Deputado

Olá a todos, há paz em Cristo, sempre!
Esse foi o terceiro (3º) Supremo Concílio que participei, frise (sempre ativamente). Levo muito a sério a confiança depositada em mim para ser um "representante", bem como o dinheiro gasto com a minha representação ali, então faço o máximo que posso para ser "fiel" e "deputar" com zelo  e amor em prol da igreja do Senhor Jesus Cristo, sendo uma delas a IPB!
Impressões:
SC-2002 - Rio de Janeiro - Admirei o tamanho da assembléia de nossa denominação(realmente causa espanto) e fui embora meio frustrado com coisas que vi, ouvi e mais ainda, com o que esperava que fosse! Enfim - Um misto de decepção e entusiasmo para BUSCAR as mudanças, agora que tinha descoberto o "foco";
SC2006 - Aracruz - ES - Já com menos expectativas, dentro da "real", fui e "briguei" o máximo que pude para ver acontecer as mudanças que entendo que a igreja ( lá na outra ponta - de todo Brasil) espera desses SUPREMOs, uma delas da maçonaria infiltrada/enraizada na IPB ser de fato declarada incompatível - e foi - Aleluia!
Comecei a entender como funciona o SC, principalmente o que não é falado, nem escrito, o que nos corredores não se comenta, mas que está CLARAMENTE manifestado nas decisões!!!!
SC2010 - Curitiba - PR -Como disse o pr. coreano "não fiqueis complexados" que é o significado no nome da cidade na lingua do mesmo e não fiquei; já com poucas expectativas de mudanças, aguardando os já "destrambelhados" pedidos de votos, VOLTO com a impressão de que caminhou um "pouquinho" mais!
Acho que compreendi como funciona a "coisa" e quero aqui registrar esta impressão PRINCIPALMENTE daquilo que não está escrito!
Há claramente pelo menos 3 classes de deputados nessas assembléias: 
 - os que vão para "ver e votar com as comissões" somente, além é claro de assistir a tudo e ao final ainda sair criticando qualquer coisa que tenha discordado, MAS não se manifestou; 
 - os que vão conscientes de que devem se manifestar contra algumas coisas que entendem não beneficiar a IPB como um todo, que pedem a palavra, brigam ( no bom sentido do termo) e AINDA conseguem se indignar com algumas decisões notoriamente incumpríveis ou descabidas;
 -  e também há aqueles que vão unicamente para defenderem seus interesses, seja pessoal ou coletivo, as vezes para o bem da IPB outras para o seu próprio deleite.
Também se percebe as "alas" teológicas, tudo de forma muito discreta, mas é possível ver, por exemplo, os "conservadores", dentre esses os "fundamentalistas radicais" e os "moderados"; "pentecas"(chamados assim pelos conservadores, e friso, discordo deste termo mais ele ajuda a entender o que estou descrevendo!) os "avivalistas" e "carismáticos", "os liberais" e os "neo-liberais", aí vem a parte engraçada senão fosse trágica de nossa IPB, os conservadores chamam os os outros de "hereges" ( veladamente - é claro!), os "pentecas" expelem os conservadores por serem frios e os liberais por descrerem em quase tudo. Enfim, por ai vai, mas friso, tudo de forma muito discreta, pois pode ser que um desses que você critica vir a ser empossado de um cargo/função da qual você necessite "dialogar" e ai ficaria "queimado" antecipadamente!
Ah! Tem os ainda os TURISTAS conciliares, é claro que não achará nenhum confesso, "pode conferir no quorum - eu estava lá" diz ele categoricamente, mas se der uma de detetive irá também achá-lo (ao mesmo tempo - isto é "in-crível", um tipo de onipresença?!?! ) no plenário (está presente no sistema) e também num Shopping, num calcadão, numa praia, num contato externo com alguém, ou simplesmente dormindo, porque "ninguém é de ferro" dirá ele. Só dou razão para o último, porque tem hora que realmente o cansaço bate e um repouso ajuda, CONTUDO deveria dar baixa do quorum, ALIAS, não vi esta opção durante a reunião. SUGESTÃO : no mesmo lugar que registra-se a presença, registrar também a saída, ainda que com retorno mais tarde, para que o quorum seja sempre VERIFICÁVEL rapidamente!
As tais "benditas" INDICAÇÕES:
Primeiro - o coisa esquisita é essa fase!!! Um "trêm" com "n" vagões que você desconhece o conteúdo e que é votado "pela fé" mesmo. é VERDADE que alguns nomes temos pelo menos uma idéias de quem é a pessoa e sua capacidade, contudo, no geral, vota-se com a comissão SIMPLESMENTE isto! Foi o que fiz para a maioria dos nomes que não tinha qualquer idéia da pessoa e sua capacidade, neste caso então resolvi confiar na comissão de indicação como tendo escolhido nomes de pessoas capazes e nunca por interesses ( preciso crer assim, ainda que as vezes parece não ser bem este o critério!)
SUGESTÃO: Que os presbitérios e Sínodos atentem para indicar pessoas SEMPRE capazes e esta comprovada para cada área ou comissão, que venham sempre acompanhadas de curriculo afim de evidenciar a capacidade na área, que as comissão nomeadas pelo SC contemple sempre a regionalidade, ou seja, se possível, 1 representante de cada parte do Brasil ( 5 regiões) e QUE ISTO SEJA POSSÍVEL VERIFICAR ANTES DA REUNIÃO, pronto, isto poria fim as indicações "as cegas" que ocorrem todo SC.

É ... e terá um SC extraordinário porque faltou tempo!!!!! Mas porque não deu tempo????
No final do sábado um  presbítero entrou com documento e com devido devido apoio foi a voto e passou, ou seja, terá que haver um SC extraordinário ( no máximo em 1 ano) para tratar do restante dos documentos. Bom ou ruim? Só o tempo dirá, aparentemente foi bom, porque da última vez que foi dado poderes a CE ela extrapolou, e acabou legislando sobre diversos assuntos que não poderia, e neste SC houve a revogação de todas as decisões da CE que eram inconstituicionais, ou seja, aquelas que ela não poderia deliberar , só o SC.
A pergunta continua : Porque não deu tempo?
Se a maioria dos documentos foram votados quase a toque de caixa, se palavra foi limitada a 2 minutos, e ao final, estava em 1:30, isto sem contar os supra-citados "voto senhor presidente", não estou criticando a mesa por isto, pelo contrário, estou querendo entender e ao que me parece, as indicações tomaram quase 1 dia inteiro de plenário  se formos somar todo o templo de cada uma. Acredito então que o critério sugerido acima, ajudaria e muito!
Para encerrar quero deixar registrado um anseio que tenho: 
VER UM SUPREMO CONCÍLIO onde pelo menos 50% do tempo seja realmente gasto deliberando sobre  a expansão e o bem da igreja do Senhor Jesus Cristo, onde possamos passar juntos pelo menos 1 hora realmente em oração antes de cada plenário, que revoguemos todas as decisões "descabidas" que até hoje ainda prevalecem por interessar a alguns, que os membros das igrejas "olhem" para o SC como assembléia máxima da IPB composta por santos homens de Deus sempre preocupados com o bem exclusivamente da igreja e a causa do SENHOR.
Deus me( ou nós) ajude!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SC-2010 - Deputados ou Delegados ?

Estamos a três dias do início da XXXVII (37ª.) Reunião Ordinária do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, mais conhecido em nosso meio como SC-2010, que ocorre de 4 em 4 anos. Uma questão que sempre ouço é quanto ao termo correto dos seus membros escolhidos para ali estarem representando seus presbitérios, então vejamos:
 - O que consta na CI-IPB, seção 5ª, Art.95:
"O Supremo Concílio é a assembléia de deputados eleitos pelos Presbitérios e o órgão de unidade de toda a Igreja Presbiteriana do Brasil, jurisdicionando igrejas e concílios, que mantém o mesmo governo,  disciplina e padrão de vida."

- também no Estatuto da IPB, art.1§ 1º :
"As Igrejas federadas, que se compõem de membros que adotam como única regra de fé e prática a Bíblia Sagrada e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve, representam-se, pelos deputados eleitos pelos Concílios regionais, no Supremo Concílio, que é a assembléia geral da Igreja Presbiteriana do Brasil."

Logo o termo correto para os irmãos que estarão ali representando seus presbitérios e para o qual foram escolhidos é DEPUTADO, nome usado pela própria Constituição da Igreja e pelo Estatuto do IPB.
Mas, estão errado usar o termo DELEGADO? Em parte, digamos que não é o nome apropriado diante da função de irá exercer!
Tentando simplificar ao máximo que eu posso, dentro dos meus limites de conhecimento, todo deputado é um delegado, porém  nem todo delegado é um deputado, pois o deputado não só foi escolhido pelo seu concílio, mas foi dado poderes para representa-lo, votar ( tendo direito por fazer parte oficialmente da assembléia geral da IPB) etc. .! 
Um exemplo de DELEGADO(s) são delegações de outras igrejas (denominações) que nos visitam durante a reunião, estão ali em nome de alguém, autorizados pelas suas organizações; contudo sem direito a voto.
Enfim, termo correto a ser usado para os membros do Supremo Concílio com direito a voto é: DEPUTADO!
Deus abençoe e conduza essa reunião, suas discussões e decisões aquilo que de fato agrada a ELE, o SENHOR DA IGREJA!