terça-feira, 26 de abril de 2011

Uma decisão pode ser revista ?

Olá a todos,
Rogo que a doce e rica PAZ de Jesus esteja sempre com vocês!
Outro assunto que faz tempo que desejava escrever e hoje tomo a iniciativa e com relação a HIERARQUIA da I.P.B. e sua verdadeira relação : MEMBROS X DECISÕES! São todos meros expectadores do que a liderança faz ou tem os membros poder de decisão dentro do nosso presbiterianismo?
É possível um membro de igreja discordar respeitosamente de uma decisão, ou mesmo, levá-la a ser revista pelo concílio ( independente de qual seja ) ???? 
SIMMMMM!!!!

No âmbito da igreja local: os membros devem sempre aceitar tudo o que o Conselho decidir ? Nem sempre!
É possível um Conselho estar equivocado em sua decisão e um membro da igreja alertar e a decisão ser revista?
Sim, é possível!
Bom, vamos lá!
O membro da I.P.B. tem sim condições legais dentro do nosso presbiterianismo de apontar possíveis erros nas decisões seja de que concílio for, "protestar" em direção a uma decisão mais bíblica e benéfica para a igreja de Deus bem como participar ativamente de tudo que acontece em todas as esferas da nossa denominação.
CONTUDO, ao meu ver, parece que o verdadeiro PRESBITERIANISMO ou seja, o sistema de representatividade outorgando poderes a alguns para que decidam por todos É ENSINADO SOMENTE EM PARTE. Especialmente em alguns locais aonde parece-me pretender manter "a boca dos irmãos CALADAS" diante de todas as decisões - por mais descabidas que sejam - logo alguns mencionam erroneamente o versículo  - 1 Samuel 24:6  "e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR." ( mas esta não é a única passagem , poderíamos ainda registrar  Rm. 13.4 e outras).
INFELIZMENTE, colocadas de uma forma pouco precisa, pois nenhuma delas está dizendo que não podemos apontar possíveis falhas de nossos lideres em amor e respeito!!!
MAS QUAL É O CAMINHO para isto ?
É isto que poucos ensinam a igreja e que gostariamos de deixar bem claro - adiante :
Quando qualquer membro, em plena comunhão, que entender que houver uma decisão não tão correta quanto poderia ser, ou havendo alguma afronta ao que preceitua a Bíblia Sagrada ou ainda, as orientações de Manual Presbiteriano e os Símbolos de Fé; deve o mesmo fazer o caminho da própria bíblia, que uso aqui por analogia:
Mateus 18:15 "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão."
Sei que o contexto está se referindo a um pecado CONTRA outro irmão; mas é possível usar este princípio até porque assim orientado o Manual Presbiteriano nas questões de contenda diversas que devem ser primeiros usados os meios suasórios ou seja, os meios legítimos de encontrar uma solução sem que seja necessário uma demanda ou processo regular!
Logo :
1º - Procure seu pastor ou um presbítero e comunique sua opinião de forma verbal mesmo, contudo com termos respeitosos e se possível mostrando a base de tal discordância, que não seja mero gosto pessoal ou indisposição com o tema tratado/decidido;
2º - Se após 03(três) meses ( não se tratando de questão de urgência - deve-se levar em consideração o tempo máximo para que haja uma reunião do Conselho - exceto em regiões que impossibilitem esse intervalo constitucional - art. 81 alínea "a" da CI-IPB), aí o procedimento deixa de ser informal e toma caráter formal, devendo ser feito por escrito(duas vias), inclusive com o devido embasamento e se possível com testemunhas ou pessoas que o apoiam, e entregue ao Secretário do Conselho ou o Presidente e exigido que seja feito o protocolo do recebimento - isto se dá com a pessoas que está recebendo colocando a sua assinatura na primeira e segunda via do documento, bem como a data e se possível também a hora.
( a maioria de nossas igrejas não tem máquina de protocolo, logo isto que mencionei é o procedimento manual, quando houver máquina, basta a chancela da mesma e assinatura de quem receber - de preferência, com o nome legível e não somente a rubrica).
3º - Se decorrido novo prazo não houver qualquer resposta deverá ser apresentado ao PRESBITÉRIO uma denúncia de falha do âmbito administrativo ( no mínimo) por parte do Conselho, que sendo solicitado a analisar uma máteria nem mesmo deu uma resposta a uma de suas "ovelhas"; isto deve primeiro ser encaminhando via Conselho, ou seja, o mesmo procedimento do passo 1º agora acrescido de uma carta em duas vias solicitando que seja encaminhado (todos os documentos) ao Presbitério e do mesmo modo feito o protocolo do recebimento.
4º - Decorrido novo prazo e não tendo o Conselho pronunciado-se quanto ao encaminhamento; poderá agora ser encaminhado diretamente ao Presbitério com o agravante da instância inferior não ter cumprido o que determinada a Constituição da I.P.B., nem mesmo o encaminhamento; pesando tudo isto sobre o Conselho se comprovada a culpa(sem intensão de errar) ou dolo( com intensão de errar)!
BOM, pode perceber LEVA TEMPO, mas chegará uma instância em que a sua causa deverá ser analisada, julgada e dada uma resposta; na sequência, acontecendo o mesmo com o Presbitério ( TEM MISERICÓDIA SENHOR), far-se-a o mesmo procedimento do exemplo citado em que o Conselho não se pronunciou, contudo os prazos agora são diferentes, podendo chegar até 1 ano; mas um concílio zeloso não deixará chegar neste ponto, acredito eu! Encaminha-se ao SÍNODO e ocorrendo o mesmo, encaminha-se ao SUPREMO CONCÍLIO.
MAS É QUANDO O ATO FOR DO SUPREMO CONCÍLIO e o irmão desejar ver corrigido o equívoco:
Fará todo procedimento do item 1º, mas solicitando ao Conselho que faça subir ao Supremo Concílio; logo deverá este ser encaminhando ao Presbitério, ao Sínodo e por via deste, chegar até o Supremo!
É um pouco ( ou muito demorado) esta via?
 PODE ATÉ ser que sim, mas é um caminho, e legítimo para qualquer membros poder "divergir" sem que seja "taxado" injustamente de "briguento", "desrespeitoso", etc.
Enfim, PRESBITERIANISMO não é nem nunca será uma DITADURA  de uma minoria querendo que prevaleça a sua vontade, mas sim um forma de governo bíblico e deve-se visar sempre a GLÓRIA DE DEUS em todas as decisões e termos a humildade de reconhecer, quando demonstrado, os possíveis erros e corrigirmos com vista a de fato vivermos segundo DEUS se agrada!
Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo!

22 comentários:

  1. Boa Noite Pastor Hélio!
    Muito bom este artigo,estou passando em minha igreja por um processo parecido com este, e isto já me ajudou muito.
    Graça e paz!

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  2. Pastor, Bom dia. Fui Presbítero na mesma igreja por vinte e cinco anos. Não quis concorrer as últimas eleições por desgaste com a maioria dos membros do Conselho, inclusive, o pastor. No ano de 2009-2010, fui eleito tesoureiro da igreja, mas segundo o mesmo pastor como tinha poucos presb(mas havia quorum para a eleição) ele resolveu por conta própria anular a votação e deixar para a próxima, porque, segundo ele, teriam mais presbíteros. Neste ano 2010-2011, fui novamente eleito, só que o atual tesoureiro, alegou problemas de talões de cheque e ficou entendido que ele me passaria a tesouraia em tempo oportuno. Tal não aconteceu até o dia de hoje(28-07-2011). Estou sabendo, oficiosamente, que no registro da ata eletrônica eu fiquei como vice tesoureiro e o atual fora reeleito, sem que houvesse eleição para o mesmo. Já entrei com um documento junto ao Conselho solicitando a mimha posse como tesoureiro da igreja. A resposta ao meu documento, segundo estou sabendo, oficiosamente, já foi resolvida e que deverei ser ouvido pelo conselho no dia 21-08-2011. É certo que o registro na ata eletrônica foi mudado(e isto é ridículo). O prazo para eles me ouvirem está dentro do prazo legal, e terminando, só tenho um presbítero como testemunha a meu favor, os demais(estão "com o pastor". E aí pastor, está difícil lutar com esta gente. Dê-me alguma esperança, por favor.

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  3. Meu irmão, Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo, mas pela história que o senhor me conta, parece que neste Conselho o presbiterianismo da IPB "passou de largo" e foi embora!!!!
    Bom, como não sei quem é o irmão nem a igreja, vou falar aqui com totalmente liberdade e isenção - livre de ser inclinado para este ou aquele!
    Essa tem sido minha constante crítica ao "PRESIDENCIALISMO" que algumas IPB tem seguido; até no Conselho o presidente é um "moderador" e não "bispo" com poderes de suspensão, ou revisão de decisões; SOMENTE O PRÓPRIO CONSELHO pode rever uma decisão tomada (ou se for o caso, o concílio superior).
    Então, começa com um grave erro, o pastor não pode anular uma eleição legítima!!!!!
    Segundo, a tesouraria é passada ao fim de cada exercício, após a aprovação das contas do anterior; (sei que está cheio de igrejas que demoram até mais de 6 meses para fazer esta transição, mas no geral, e por desconhecimento da simplicidade do trâmite legal; e em alguns casos dão margem até para desconfiar de "dolo" do atraso).
    Nestes casos, seja com intenção ou sem, é caracterizada a "má administração" da igreja, cabendo uma censura por improbilidade e porque não dizer, "falta de zelo"(?).
    Por outro lado, quem realmente gerencia as finanças é o presidente do Conselho e não o tesoureiro, como já escrevi numa outra postagem. Há uma grande confusão no meio da IPB sobre o papel do tesoureiro e expliquei que não é ele responsável pelo gerenciamento do orçamento e sim pelas finanças, ou seja, o que se recebe e o que se paga - manter os controle disto!
    REPARE, que o Estatuto da Igreja fala que as contas serão movimentadas com as assinaturas do PRESIDENTE "e" do TESOUREIRO, logo, ambos devem estar em concordância e mais, seguindo extritamente o orçamento aprovado pelo Conselho; por isso não existe isto de "deixar cheque assinado em branco com o tesoureiro"; faz muito tempo que não faço mais isto; preenche-se o cheque daquilo que decidiu-se pagar ou se necessita pagar; e assim sendo, assina-se aprovando o mesmos pelas assinaturas o pagamento!
    ( Ah! nada contra o irmão, não o conheço e acredito pelo que me escreveu, ser uma pessoa séria, e que procura agir dentro do Presbiterianismo da IPB); mas este espaço tem a finalidade também de ensinar a tantos outros que aqui buscam informações!
    ADIANTE:
    No seu caso narrado, precisamos ver o que há de concreto, ou seja, provas de que aconteceu fatos censuráveis no trâmite; porque senão, fica a sua palavra contra a do pastor e na IPB; sem provas documentais ou testemunhais não temos como levar adiante uma denúncia ou queixa.
    Agora pensemos, se havia uma ata feita, aprovada, e a mesmo foi MODIFICADA após sua aprovação e os presbíteros que lá estão, concordaram com isto, bom, mudada está e ficará. Quem deveria ver e "bradar" aceitou !(?!?)
    Porém, se é fato e desconhecido dos presbíteros, isto é algo muito grave, na verdade, gravíssimo, pois além de ser adulteração de documento oficial da IPB e também "mentir" e agir com o "pai da mentira" ( Jo.8.44)
    Ufá - Jesus tem misericordia se chegou neste ponto tão absurdo a ação do colega(??) pastor(?)!!!!
    ENTÃO,
    (continua no proximo ...)

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  4. (continuação)
    ENTÃO, eu recomendo ao irmão, que peça ao Presbítero secretário do Conselho que possa ver livro de atas (como também já expliquei aqui, ele não é secreto, pelo contrário, qualquer um que tiver interesse pode ler/acessar; só não pode levar para casa, rasurar etc./ a reunião é privativa mas o resultado dela - a ata - é público); e verificar como consta; se tem as assinaturas do secretário e o do presidente em cada folha e se os demais presbíteros estão de acordo com o teor da mesmo - SE SIM, morreu o assunto e recomendo ao irmão que faça oração a Deus dirigindo-o a qual igreja presbiteriana de verdade o senhor deva cooperar ou ainda, se deve fazer um a queixa ao Presbitério ( o que ficaria difícil por ausência de provas!!! Entendeu dificuldade que digo de "levar" adiante sem testemunha ou documento???!!!)
    POR FIM, E PRINCIPALMENTE, se há "dolo" em tudo isto, e o irmão está diposto a pagar o preço de ver igreja "curada" deste mal; e com a ausência de provas segundo os trâmites da IPB, ou sugiro ao irmão que faça um clamor a Deus com jejum e oração suplicando pela transformação da igreja; concendo arrependimento a quem errou e trazendo-a de volta a Vontade de Deus e pureza devidas a Jesus - o VERDADEIRO DONO DA IGREJA!
    É o que penso, segundo as informações prestadas!
    Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo!

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  5. Bom dia Pastor, tenho uma enorme duvida sobre o decisão do conselho da minha igreja!Sem fazer asembleia decidiram pela exoneraçao do Pastor titular, causando revolta em grande parte de membros que gostariam de ter opinado nessa decissão, agora oq podemos fazer para essa decissao.ser.revista?

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    1. Boa noite.
      Paz.
      No caso dos Presbitérios, Sínodos e Supremo Concílio ( todos estes a semelhança do Conselho são concílios da IPB) para reverem uma decisão precisam ser "acionados", ou seja, um dos seus membros requerer isto, ou um órgão superior assim determinar.
      No caso do Conselho, um membro deste, um presbítero ou até mesmo o pastor solicitar que seja revista; MAS, o CONSELHO não tem poderes de "exonerar" um Pastor Titular.
      A relação de pastoreio sempre é estabelecida pelo Presbitério!!!
      O que acontece " popularmente" nas IPBs e que alguns presbíteros se JULGAM patrões de seus pastores, podendo dispensá-lo quando bem entender, e já vi em alguns casos, mesmo quando a IGREJA na sua maioria não deseja isto. ( Não podemos deixar de mencionar que existem TAMBÉM pastores que procedem de modo semelhante buscando perpetuar-se no "poder" mesmo quando a igreja não deseja!!!!!!!!)
      ENFIM, se um membro do Conselho não pedir para reconsiderar a matéria pode vir a solicitação dos membros da igreja via um dos presbíteros. Ah! Mas não sei se compensa, caso não tenha certeza que mais da metade da igreja assim deseja de fato - pode só se desgastar com isto!
      CONTUDO irmão, ore, ore mais, e ore muito, pela igreja, pelo teu pastor pelo Conselho; rogue o direcionamento de Deus para tudo isto!
      Espero ter ajudado.
      Graça e Paz em Jesus - o Cristo

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  6. pastor um membro pode participar de uma reunião no conselho para levar um assunto de emergência e de interesse da igreja perante o mesmo ? muito obrigado pelo espaço

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  7. PAZ.
    Sim, mas não a reunião inteira.
    Expresse que gostaria de apresentar algo ao Conselho; ou mesmo, diga a seu pastor ou presbítero que leve o assunto; e sendo emergência como disse creio que ião tratar do assunto.
    Lembre-se a reunião do Conselho é privativa; até mesmo os diáconos só podem estar presentes nos assuntos administrativos; depois devem se retirar. POR QUE?
    Porque lida diretamente com as preciosas vidas do rebanhos , em assuntos até um tanto delicados, com isto evita-se a exposição público que "coisas" que estão em particular.
    Espero ter ajudado.
    Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo.

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  8. Pastor obrigado pela resposta gostaria de saber mais uma coisa o senhor poderia fundamentá-la na constituição da ipb ou em alguma outra coisa que sirva de base na igreja? pois o assunto urgente de que falo é pesa contra o pastor. muito obrigado

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  9. Bom dia. Paz em Jesus - o Cristo.
    Não existe uma fundamentação explícita, escrita no manual presbiteriano; o que há é o príncipio que o Conselho cuida das "coisas" relacionadas a igreja local; e os que ali esão o fazem por delegação ou seja foram escolhidos para tal. De certo modo os presbíteros são os "representantes" do povo no Conselho.
    MAS, veja bem, se o caso envolve o "pastor" e for algo disciplinar o Conselho não tem poderes para tal, quem resolve isto é o Presbitério; por isto talvez seja o caso de fazer por escrito, entregar a um ou mais presbíteros; e solicitar que tomem as providências.
    Contudo cautela, não basta simples " eu acho", "me disseram"; pois caso a denúncia não seja provada, quem denunciou é passível de disciplina por calúnia e difamação.
    Deus ajude a todos!
    Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo!

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  10. Pastor sera que o senhor poderia escrever um artigo sobre voto minerva de pastor principalmente quando o assunto for do interesse do mesmo. muito obrigado

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    1. Paz.
      Agradeço a sugestão, assim que tiver um tempo sobrando escreverei sim, pois mesmo que seja legal votar, nem sempre promove a solução da questão e a paz no meio da igreja.

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  11. PASTOR ME TIRE UMA DUVIDA DESCULPE FUGIR DO ASSUNTO MAS NO CASO DE VOTO MINERVA DE PASTOR NA QUAL O ASSUNTO É DE SEU PRÓPRIO INTERESSE COMO SUA PERMANÊNCIA NA IGREJA POR EXEMPLO OU OUTRA SITUAÇÃO O SEU VOTO É VALIDO? POIS ALGUÉM PODE VOTAR EM CAUSA PRÓPRIA MUITO OBRIGADO DESDE JÁ.

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    1. Paz. Respondi noutra postagem e estou só copiando aqui já que a pergunta é idêntica.:
      Paz em Cristo.
      Bom, há algo não exato na pergunta; o pastor NUNCA vota no CONSELHO sobre a sua permanência ou não; porque não é tarefa do Conselho isto.
      Sei que "muitas" igrejas fazem a tal reunião para "avaliar" o pastor e vê se querem que ele fique ou não.
      Desculpe a sinceridade, isto não é o que diz o Manual Presbiteriano no que diz respeito a relação pastoral.
      O que pode acontecer é um diálogo reflexivo talvez, sobre o andamento da Igreja.
      O Pastor de uma igreja é escolhido por voto da Assembléia Geral Extraordinária, devidamente convocada e orientada para esse fim; ou, por decisão do Presbitério que poderá designar um Pastor Efetivo ou Pastor Evangelista, o primeiro o sustento é pela igreja, o segundo é pelo Presbitério. O Pastor Auxiliar é também designado pelo Presbitério, com a diferença de haver uma solicitação de algum Conselho que previamente deliberar sobre a indicação do Pastor Efetivo, podendo o Conselho reprovar o nome, mas não indicar nome para que o Pastor Efetivo aceite. Neste caso , ai sim, o pastor presidente pode e deve votar. ( Vert. artigo 33 da CI-IPB)
      Veja - primeiro sobre a relação pastoral - o que diz a nossa CI-IPB - Seção 6ª - Relação Pastoral!
      SOBRE O VOTO DE "MINERVA" OU "DESEMPATE" DE QUALQUER MATÉRIA:
      "CE - 2003 - DOC. VI: Quanto ao Doc. 75 da CE/SC-IPB 2003: Quanto ao Documento 17, da CE-SC/2002, encaminhando documento do Sínodo Norte Paulistano, que por sua vez, encaminha documento do Presbitério Norte
      Paulistano, solicitando que o SC-IPB tome nula a resolução SC-90 Doc. CXL, sobre voto de desempate nos Concílios. Considerando: 1 – Que o presidente de um Concílio é seu membro efetivo (Art. 66, alínea “a” CI-IPB), tendo, portanto direito a votar, como os demais membros efetivos; 2) Que o presidente de um Concílio, em caso de empate em uma votação, inclusive quanto da eleição da Mesa, deve dar o seu voto de desempate, nada obstante, ter votado anteriormente (Art. 8, alínea “I” RI-SC-IPB e outros); 3 – Que mesmo causando-lhe certo constrangimento é seu dever de ofício proceder a este ato; 4 – Que certamente ao fazê-lo não será movido por questões pessoais, mas levando em consideração o bem do Concílio e sua
      consciência. O Supremo Concílio Resolve: 1 – Revogar a resolução SC/90, Doc. CXL. 2 – Reiterar quem em casos desta natureza, o presidente exerça livremente o seu dever constitucional. "
      LOGO;
      Se estiver em ata o pastor presidente votando pela sua permanência numa reunião do Conselho e ainda desempatando, está TUDO errado!!!
      Em outras questões, ele teria todo direito de votar, é legal, mas nem sempre é prudente; em todo esse tempo que tenho de ministério; sempre que envolvia a minha pessoa evitava de votar, ou estando o Conselho dividido, deixava a questão para decisão posterior ou retirava a matéria.
      Espero ter ajudado.
      Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo!

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  12. pastor bom dia por me tire uma duvida que me surgiu na constituição esta esta escrito no artigo 104 paragrafo único que a comissão executiva pode alterar ou suspender uma decisão do concilio mas segundo o reverendo onezio figuereido ela não pode revogar e tam bem no próprio artigo diz isto qual diferença então entre alterar e revogar? por favor me de um exemplo muito obrigado.

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  13. Boa noite. PAZ,
    Primeiro: repare o parágrafo unico do artigo 104:
    "Parágrafo Único - Nenhuma comissão executiva tem a faculdade de legislar ou de revogar resolução tomada pelo respectivo concílio. Poderá, entretanto, quando ocorrerem motivos sérios, pelo voto unânime dos seus membros, alterar resolução do mesmo. Poderá também, em casos especiais, suspender a execução de medidas votadas, até a imediata reunião do Concílio ."
    EXEMPLO: O SC decide que poderemos deixar de escriturar os livros contábeis porque a igreja tem imunidade. A CE-SC percebendo o erro de interpretação da lei ordinária do pais, E decide SUSPENDER a decisão do SC até a proxima reunião deste.
    REVOGAR tem a ideia de cancelar uma decisão que, no caso, não tem competência para isto a CE.
    Veja bem, tanto alterar como suspender é algo temporário até a proxima reunião do Concílio.
    Espeor ter ajudado.
    Há sempre PAZ em Jesus - o Crsto.

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  14. Pastor Helio muito obrigado mas uma duvida me surgiu aqui no meu presbitério a comissão executiva mudou uma resolução da ata do presbitério?Isso é legal,E mais gostaria de saber de um exemplo acerca de uma decisão da ipb que foi alterada pela comissão executiva para minha ilustração aqui no meu conselho desde já um abraço e muito obrigado.

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    1. Paz.
      Veja bem, se eles constaram alguma irregularidade ou ilegalidade eles podem fazer isto até a próxima reunião Ordinária, quando poderá ser referendada ou não ("ad referendum").
      Não é simplesmente "somos contra" a decisão da maioria e se altera na reunião menor (C.E.)!!!!
      Um exemplo disto foi a criação da "figura" do ministro em disponibilidade em 2006 é que depois a C.E. proxima teve que suspender, pois era inconstitucional, ainda que fosse uma decisão "bem intencionada"; :
      Outros exemplo:
      CE - 2008 - DOC. CXXI: CE-SC/IPB-2008 – Doc. CXXI - Quanto ao documento 044 - Ementa: Solicitação de suspensão de decisão do SC 2006 – DOC CLVII. CONSIDERANDO: A relevância da matéria em apreço visto que a Sociedade Auxiliadora Feminina – SAF precisa manter os seus investimentos nos âmbitos de Federações e Confederações Sinodais e Nacional; A CE-SC/IPB-2008 RESOLVE: 1. Suspender a decisão do SC-2006 do doc. CLVII, 2. Determinar que o recolhimento da taxa per capita se faça sem constranger as sócias cooperadoras.
      Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo


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  15. pastor aqui na minha região houve um racha na igreja e uma parte da mesma tomou a seguinte providencia falou com outro presbitério e este abriu uma outra igreja aqui na cidade que já tinha uma.minha duvida é o presbitério daqui pode embargar este outro presbitério de outra região de abrir um outro trabalho sendo que este presbitério fica a 150 km daqui.Existe alguma resolução do supremo com respeito a isso?muito obrigado

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    1. Olá, PAZ em Nosso SENHOR e SALVADOR Jesus - o Cristo.
      É uma questão complicada, até mesmo porque já aconteceu. Encontrei uma decisão de 1954 que me parece semelhante e podemos tomá-la por base:
      "SC - 1954 - DOC. CXXXI: Quanto ao recurso do Presbitério do Vale do Rio Doce contra o ato do Sínodo Minas - Espírito Santo transferindo a Igreja de Ebenézer daquele Presbitério para o de Vitória, o SC resolve: 1) Em face do Livro de Atas do SME (fls.135V. linhas 32 e 33) onde lê: “... resolve deixar de encaminhar o referido ao Supremo Concílio...”, declarar o recurso subjudica, encaminhando de acordo com o Art. 63º, in fine, da CI/IPB 2)
      Declarar que, a não ser nos casos previstos de organizar, disciplinar, fundir, dividir ou dissolver Presbitérios (Art. 94º, alínea a), o Sínodo não pode transferir uma Igreja de um Presbitério para outro sem consulta a esses concílios. 3) Não aparecendo nenhuma comprovação quanto à consulta ao concílio de origem, atender a reclamação do PVRD para determinar ao SME que reconsidere a questão a fim de tornar sem efeito a transferência da Igreja de Ebenézer do PVRD para o Presbitério de Vitória, pelos motivos acima, a menos que promova novos entendimentos com os concílios interessados. Quanto ao oferecimento da diretoria do Instituto e Seminário Bíblico de Londrina, abrindo suas portas para as Igrejas Presbiterianas que nele queiram preparar moços e moças, o SC resolve baixar a matéria ao Presbitério Norte do Paraná, dentro de cujos limites encontra-se localizada a referida instituição, para pronunciar-se a respeito. "
      OU SEJA; não cabe a um Presbitério acolher ou não uma outra igreja fora de seus limites; quem decide isto é o Sínodo; logo a decisão de um Presbitério sobre isto e sem o devido trâmite no Sínodo é inválida.
      Espero ter ajudado.
      Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo.

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  16. Pastor bom dia

    Gostaria de saber se há embasamento na constituição ou no manual para que sejam indicados nomes para eleição de diáconos e presbíteros e se o conselho pode avaliar esses nomes e negar que os mesmos concorram uma vez que nenhuma das pessoas indicadas estão disciplinadas. e se um membro da igreja que não responde por si mesmo civilmente pode votar na igreja sendo orientado por outra pessoa? Fico no aguardo de sua resposta e desde já agradeço

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    1. Bom dia. Paz em Jesus - o Cristo.
      A resposta é meio complexa e já escrevi sobre ela aqui no blog - nem sei aonde ( risos)... vamos lá:
      SIM e NÃO.
      SIM: pois é o Conselho que em última instância julgará da regularidade do pleito realizado na A.G.E.
      NÃO: No sentido de "julgamento" sem um processo legal - aliás - o quanto acontece isto dentro de algumas igrejas.
      CONTUDO - cabe aos presbíteros ( docentes e regentes) pastorear o rebanho do Senhor; por isto a grande maioria das IPBs que conheço fazem uma triagem antes da eleição - "filtrando" alguns nomes que entendem não estarem prontos ainda para aquele ofício - ( num certo sentido isto é até bom para o irmão e a igreja); POIS, poderiam deixar ir para A.G.E. e depois "oficialmente" negarem ordenação e/ou investudura;
      2 - Membro da igreja orientado por outra pessoa??? Respostra : Estranho, mas em tese pode sim, pois mesmo que "orientado" a decisão é dele, e lembre-se se é membro comungantes tem direito de participar de quase tudo - mesmo sempre civilmente pelas leis do pais - incapaz - exceto é claro, naquilo que a própria CI-IPB o impede - ( venda da patrimônio, aprovação de estatutos, etc.).
      Desculpe a demora em responder.
      Há sempre PAZ em Jesus - o Cristo!

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